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Quando

Quando olho para o lado

vejo que o que me deixa segura

não me fará feliz

 

Quando penso

me perco em incertezas

que me fazem tremer

 

Quando acordo

vejo um novo dia

que terminará incompleto

 

Quando finjo

que está tudo bem e normal

sinto um vazio que me tortura

 

Quando abro as cortinas

o mundo parece um sistema

onde tudo é perfeito menos eu

 

Quando fecho meus olhos

sonho com novidades e certezas

em meio a tantos caminhos sem saida

 

Quando penso que já chorei demais

descubro que estou cada vez mais fundo

em um vale de lágrimas sem fim

 

Quando acho que atingi meu limite

vejo que a esperança

é o que me faz apesar de tudo, sorrir!

Confusões

No universo das minhas confusões

Encontro-me mais uma vez sem rumo

E nem com aqueles que costumavam me dar refúgio

Posso contar

As palavras presas na garganta

Que se recusam a sair, seja como poesia ou grito

Delas dependo e só delas…

O último barco partiu rumo a lugar nenhum

E perdi a minha única chance de me esconder

Sem abrigo me vejo

Em meio à tempestade que jamais poderei controlar

 

E fico me culpando

Pelas coisas que não tenho o poder de fazer

Espero impaciente, por mudanças e respostas que não dependem de mim

E que podem me machucar

Tormentos vêm e vão

E eu nunca aprenderei a lidar com eles

Jamais me acostumarei

Ao que a vida impõe a todos…

Que este período de mudanças me faça forte

Sem me afogar em minhas próprias lágrimas

Que minha visão se mantenha plena

E que continue a sentir o sabor

 

Que minha energia não se esgote

Por que o sol voltará a brilhar

E a renovação valerá à pena

Como garante a profecia!

 

Para longe de mim

 

Acordo com o vento no rosto

Ouço pássaros ao fundo

A brisa do mar…

Em um instante estou em um vale escuro

Cercado de medo e vazio

Não há como fugir…

E vôo rápido sem medo

Até a montanha mais alta

Só para admirar o paraíso…

Sinto minhas veias pulsando

As alucinações começam

E o efeito ainda está por vir…

Sentada nessa cadeira

Sentindo-me presa e encurralada

Tentando esquecer o que aprendo…

Água por todos os lados

Já não me assusta

Sinto-me parte disso tudo agora…

E meus pensamentos me levam

Viagens surreais

Transportam-me

Em um passe de mágica

Para longe de mim…

Tudo que tenho são memórias…

…Das coisas que penso

Não vou tão longe

Por não entender

O caminho…

…Das palavras soltas

Encontrando refugio

Em memórias

Por ora esquecidas…

…Das canções escritas

Cantando as perdas

Amores esquecidos

Jamais reparados…

…Dos olhares perdidos

Tentando encontrar

A visão perfeita

Sem nunca ser retornada…

…Das noites boemias

A música ao fundo

A noite fria

A promessa de refúgio…

…Das lágrimas derramadas

Pelas almas sem rumo

Procurando no infinito

Seu par nunca visto…

Todo esse tempo

Todo esse tempo
protegendo esse castelo
acreditando que dentro dele
haviam riquezas
Todo esse tempo
derramando meu sangue
consumindo meu corpo
focando minha atenção
Todo esse tempo
jurando amor e lealdade
abrindo mão do meu querer
para estar diante dessas muralhas
Todo esse tempo
aguentando firme
sem demonstrar fraqueza
guardando meu caráter
Só para então descobrir
que tudo pode ter sido em vão
que a nobreza se foi a muito tempo
que não há nada além de rascunhos
de páginas mal escritas
de uma historia sem final…
O que será de mim
agora que deixarei a espada cair
abandonarei a armadura
esquecerei minhas defesas…
O que mais me resta além de caminhar
pela longa estrada da incerteza
sem olhar para trás
acreditando que fui fiel
comigo mesma
e com as promessas e crenças do meu coração.

									

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