Mais um dia, sem imaginar o que começou. Duras horas ao computador, pagando pelos erros de quem inventou que a vida deveria ser assim. FDP que inventou essa tal rotina, essa lenda cretina de que a felicidade é igual para todo mundo. Trabalhar, estudar, ouvir as insuportáveis músicas da lotação, acho que o terapeuta tem razão… São 17hrs, acabou? Não ainda vou me perder um pouquinho, tentar aprender o que não quero. Ainda bem que o telefone não para de tocar, grandes amigos… Meu descanso começa, a noite é longa. Estou cansada, mas sempre há espaço para mais um trago. É impressionante como sempre saio ganhando ao som desses meninos… Talvez a mulher não esteja satisfeita, mas suas pernas estão felizes.
Hora do descanço, duas horas bastam, o sol está nascendo e agora que sou livre não quero dormir. Mudo de cidade em busca de sonhos, tenho certeza que está ali, entre aquelas teclas. Sei que a tarde é longa e boa, eles saem de lugares inesperados e se encontram ali, bem ao centro, conversas, dedilhados, canções, cerveja… Que dia! Cada ser especial, me impressiona, e ali viajo, isso é blues é boemia… Sensacional. O amigo que me acolhe em seu lar, as moças cuidadosas que se preocupa em nos servir, o dramaturgo, o baixista… A melhor amiga, o dono da sala, os figura com sua pastinha, o jovem de cabelos brancos que encanta com seu sorriso. Passeio por uma tarde, tento não me embriagar, esqueço ao menos por um tempo o que meu coração insiste em lembrar. A noite vai chegando discreta, as horas não passam desse lado, eu sei que uma hora termina, mas insisto em eternizar bons momentos. Na volta para casa, busco entender se isso tudo faz sentido. Isso, de voltar para casa, de cair novamente na rotina. Meu sono pesado, quase que restaurador, me impedem até mesmo de escutar gritos de dor (Não eram meus…). De manhã parece que não pertenço a este mundo, mas tento viver. Falar de Deus sempre me faz bem, reencontrar os amigos também. Tento unir o passado e o presente, são dois mundos que se chocam violentamente, mas que consigo unir com tanta delicadeza, que até me surpreende. E depois descanso, a música me ajuda a dormir, pronta para mais uma segunda – feira, um dia sem fim, mais uma semana sem nexo. Mas, fazer o que? Alguém quis assim…
Espero não enfrentar novamente os altos e baixos que me machucaram há pouco. Espero… espero, por que só o que sei fazer agora é esperar, sonhar, imaginar… Quase esqueci de dizer que essa noite até sonhei, aquele que me faz sonhar acordada, conseguiu invadir também meus sonhos noturnos, meu subconsciente. Triste prisão, triste coração sem paz que não sabe escolher, que não consegue decidir. Um dia a razão vence essa luta, ainda que contrarie todas as estatísticas. Novamente me entrego à expectativa me encontrar, entre tragos e risos, alegria e solidão, notas e saudade… Lembranças de momentos, sentimentos loucos. Realmente devo ser louca. E se você conseguiu achar algum sentido nessas palavras, recomendo ler novamente.
Thaís (Poetisa Púrpura) copiei seu título tá???






Diário de bordo.
Só os loucos entendem os loucos…Poetas loucos entendem poetas loucos… Não vejo sentido em reler seu texto: Ele se adapta perfeitamente à mim, só que com personagens diferentes:A tia do banheiro, o baterista gordinho, o bêbado com um cabelo que parece uma peruca, o apresentador careca, as mocinhas de coturno e os amigos que encontramos perdidos em todos os lugares.Enfim, entre tragos e risadas, é final de semana. Temos que aproveitar por mais que nos doa dar adeus às horas mal dormidas e dizer olá à rotina que nos bate a porta.
Bjos