Parecia estar escuro
mas eu não sentia medo
caminhava
e pensava
nada especial
e com o tempo passando
o vento fraco
o barulho das folhas que balançavam das arvores
pude sentir alguns pingos
restos da chuva que passou
meus pés não se importavam com as pedras
o cheiro era forte
mato mesmo
a frente um rio
sentei diante dele
ele refletia a lua
era estranhamente lindo
pois por alguns momentos
era como se o próprio céu estivesse ali
as estrelas brincavam
lá longe
e as nuvens
eram poucas
iam embora devagar
parece que realmente a tempestade passou
meus pés estavam sujos de barro
e isso não me preocupava
os pássaros procuravam seus ninhos
onde estaria o meu?
com um pequeno graveto
comecei a escrever
quisera poder contar a terra
minha história
mas não havia espaço
e a terra úmida
parecia não gostar de lamentações
aproveitei para me refrescar
e sem que ninguém me mandasse parar
me entreguei a água
e decidi
começar tudo de novo
agora…
Devaneio
Março 12, 2008 por Aline Lima






às vezes da vontade de deixar as ondas varrerem a história escrita na areia.. apenas para que haja espaço para uma NOVA história.
Valeu poeta!! me deu idéia pra algo novo!!!
Começar tudo de novo, quantas vezes for preciso… viver é isso! Beijo
Engraçado isso…
Vc tem uma poesia tão feminina, tão intimista que todos acabam se identificando com ela
A minha não, é mais…
Digamos…
Rebuscada…
Longe dos olhos
Mas isso é só um comentário
Começar é bom, renovar melhor. Saudades do tempo investido nas palavras que tentam traduzir sentimentos. Um beijo