E o rio retoma seu curso
Na verdade ele nunca perdeu a direção
enfrentou algumas dificuldades
curvas, cheias, troncos
mas seguiu seu caminho
e por onde passou
trouxe vida
fez crescer a mata
matou a sede
refrescou o calor
serviu de mãe gentil
a todos os seres que ali nasceram
e os abrigou
permitiu que vivessem eu suas águas
em harmonia
E o vento seguiu seu destino
Ele nunca duvidou
seguiu por ai
espalhando sementes
levando sonhos
sonhando também
balançou as árvores
levantou a terra
ajudou o menino
a brincar com sua pipa
limpou as folhas secas no chão
assobiou
sempre delicado
Um dia o vento
Viu o Rio
De tão encantado
ali ficou
E o Rio
sentiu o vento
que amorosamente o soprou
e desse encontro
nasceu a mágica
e Rio se apaixonou
E o vento quando viu
ao Rio retribuiu com seu amor
E toda vez que eles se encontram
você vê
como o vento mexe com o Rio
Suas águas balançam
como que em sintonia
quase uma canção
E um não impede o outro
de seguir seu caminho
Eles se acompanham
Um respeitando
A liberdade do outro
E são felizes
Os que vivem com eles
Também o são
E essa história não tem fim…






Aline:
Oi, minha querida.
Seu poema (novamente, belo) me fez recordar Érico Veríssimo (O tempo e o vento).
O Vento é fascinante, e sempre foi usado na literatura; alguns autores o usam como um mensageiro, a trazer odores, a trazer mensagens….
Hermes que o diga, não?
Grande beijo, minha amiga!
Abração
muito bonito…
ar e água, sempre juntos..
Parabéns Aline, adoro seu jeito de escrever!!
beijos
Que bom que não acaba!