Um dia ela partiu
Largou a vida comum
Surpreendeu
Deixou saudades
Não se importou
Decidiu-se!
Resolveu procurar
o desconhecido…
Pegou a estrada
Ganhou uns trocados
Sem se importar
Com o julgamento alheio…
Seus métodos não eram bem vistos
Suas maneiras vulgares
Escondiam a pessoa doce
E ela queria que fosse assim…
Seu sonho era ser livre
Queria voar
Sem se importar
Sem hora para pousar…
Ela queria ir para o céu
Mas no fundo sabia
Que não era seu lugar…
E aos poucos
Foi conquistando o seu mundo
Se encontrando de tempos em tempos
No fundo de um copo
Em um lençol quente
Um coração vazio
Tantos passavam por ela
E nenhum a completava
Às vezes se cansava
Mas fingia não se importar
E continuava
Firme em suas crenças
Buscando sem encontrar
Sabia o tempo que perdia
Mas essa foi sua escolha
E o preço era pago
diariamente
A custo de dor
Consumindo todos os seus recursos
Conhecia seu destino
E não temia
As lágrimas de solidão
Que estavam por vir
Tinha uma filosofia
E sempre lembrava
Quem sonha não tem medo
Quem vive não se arrepende
Quem ama não muda
Quem decide não volta atrás!
Não sei quem ela é
E onde está
Mas posso dizer
Que ela sabe viver!
Ela
Julho 28, 2008 por Aline Lima






Nossa ALine…esses poemas são seus?
São lindos! Parabéns!
Visita o meu também!
Beijo!
Eu gostaria de ser ELA e morar aí nesta linda poesia.
Não sumirei mais, minha linda poetisa que preferiu viver a poesia entre bichos peçonhentos e que fugiu das traças da inércia.
Beijão!
O que dizer!!!!!?
———–
Vidas Prematuras
Vivi
Com medo
No tempo
Das horas
afim!
Bebi
Vinhedos
Sem gosto
De vinho
Por fim!
Corri
Meus dedos
No corpo
D’amada
Yasmin!
Perdi
Segredos
Vergonhas
Tão raras
De rir!
Colhi
Teus seios
Maduros
Num sonho
De brim!
Carpi
Levedos
D’um leito
Distante
Pra mim!
Morri
Tão cedo
Pensando
Q’achei
Teu fim!
—–
obrigado pela visita!
saudades!
Prof Gasparetto
Aline,
Puxa…..sentí-me retratada em teus versos.
Pois há pouco lancei-me numa estrada desconhecida,
Em busca de uma promessa,
De uma possibilidade.
Creio haver encontrado o que buscava,
Sinto que poderia ter perdido muito,
Ainda assim arrisquei-me,
Colocando todas as fichas na mesa da jogatina!
Se o amor é um jogo,
Foi ‘roayl street flush’, minha amiga!
Preparemos o baralho,
Vá jogar!
(espero que vc também tenha uma boa ‘mão’ e que a sorte lhe sorria)
Que bela história em forma de poema. Não é fácil decidir-se a procurar o desconhecido, sem saber o que pode ser encontrado. O preço é pago diariamente, mas viver sempre tem um preço.
Estava com saudade daqui.
Beijos